21 de Fevereiro – Tomada de Monte Castelo FEB Força Expedicionária Brasileira

21 de Fevereiro – Tomada de Monte Castelo FEB Força Expedicionária Brasileira

 

Tomada de Monte Castelo – 75 Anos

Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito da história da humanidade e contou com a participação brasileira a partir de 1944, com o envio de aproximadamente 25 mil soldados, que lutaram no fronte de batalha do norte da Itália. A atuação do Brasil na Segunda Guerra também contribuiu para antecipar o fim da ditadura de Getúlio Vargas.

Relações diplomáticas brasileiras

Durante o período pré-guerra, isto é, na década de 1930, a política externa do Brasil foi a de procurar garantir os melhores benefícios possíveis com as duas potências econômicas daquele momento: Estados Unidos e Alemanha. Assim, nessa época, o Brasil realizou uma série de acordos econômicos com essas duas nações.

Os Estados Unidos haviam aumentado a sua influência sobre a economia internacional a partir da recuperação gradual da sua economia, e a Alemanha, desde a ascensão dos nazistas ao poder, havia iniciado uma política para aumentar a sua influência, tanto ideológica quanto econômica, na América Latina.

O início da Segunda Guerra Mundial foi essencial para a definição da política econômica externa do Brasil, pois o bloqueio marítimo imposto pelos britânicos impossibilitou os alemães de manterem relações comerciais com o Brasil, e isso fortaleceu a posição dos Estados Unidos aqui, uma vez que novas possibilidades comerciais surgiam com esse cenário.

Os Estados Unidos observavam o aumento da influência alemã no Brasil com cautela e, de maneira tímida, tomaram medidas que visavam aumentar a presença da cultura e economia americana no Brasil e na América Latina. Essa política de aproximação dos Estados Unidos com a América Latina ficou conhecida como política da boa vizinhança.

Economicamente, os Estados Unidos negociaram uma série de acordos econômicos para garantir o apoio do Brasil. Esse conjunto de acordos garantiu a cessão de borracha para os Estados Unidos e a permissão para o uso de bases militares no Nordeste brasileiro. Em troca, os norte-americanos aceitaram financiar a construção de uma siderúrgica em Volta Redonda e fornecer equipamento militar ao Brasil.

Com o crescimento dessa influência cultural e com os acordos econômicos consolidados, a entrada dos Estados Unidos na guerra foi essencial para que o Brasil tomasse uma postura diplomática contra o Eixo (formado por Alemanha, Itália e Japão). Assim, em janeiro de 1942, o Brasil rompeu relações diplomáticas com o Eixo.

Brasil vai à guerra

A reação alemã com o rompimento de relações diplomáticas realizado por Getúlio Vargas ocorreu em agosto de 1942, quando submarinos alemães torpedearam e afundaram cinco navios mercantes brasileiros. Os ataques indignaram a opinião pública, e Getúlio Vargas declarou guerra à Alemanha naquele mesmo mês.

A declaração de guerra contra o Eixo fez com que o Brasil mobilizasse soldados para que fossem enviados ao fronte de batalha. Em novembro de 1943, foi criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), e soldados de diferentes partes do país foram convocados para formar um corpo de aproximadamente 25 mil militares, comandados pelo general Mascarenhas de Morais. Esses soldados ficaram conhecidos pelo nome de “pracinhas”.

O envio de soldados brasileiros não foi uma imposição dos Estados Unidos, mas surgiu de uma demanda interna do próprio governo brasileiro. Apesar disso, a participação do Brasil na guerra encontrou a oposição dos Aliados, que temiam a pouca preparação dos soldados brasileiros. Os pracinhas foram integrados com o 5º exército americano e atuou nos combates no norte da Itália.

A princípio, o exército brasileiro mostrou-se mal preparado e equipado para a guerra, e isso ficou evidenciado em um primeiro combate, no qual, de acordo com o historiador Thomas E. Skidmore, os brasileiros sofreram pesadas baixas contra os alemães e foram obrigados a recuar2. É importante lembrar que, além da pouca preparação dos pracinhas, os soldados alemães estavam em posições de defesa muito boas e equipados de metralhadoras potentes.

Após ser reequipado e passar por novo treinamento com os soldados americanos, o exército brasileiro foi lançado novamente à batalha e teve participação na Batalha de Monte Castello, cuja conquista foi realizada em fevereiro de 1945. Outras participações do Brasil na guerra ocorreram em Castelnuovo, Montese, Fornovo di Taro etc.

Ao final da guerra, a atuação brasileira havia resultado em 454 soldados brasileiros mortos em combate. Com a ocupação Aliada em determinadas partes da Europa, o exército brasileiro recebeu o convite para auxiliar na ocupação da Áustria, porém o comando militar do Brasil rejeitou o convite, segundo o historiador americano Frank McCann3.

 

                                       

 

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